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NOVO DIRETOR DA PF DIZ QUE LAVA-JATO ‘CONTINUA FORTE’ E PROMETE REFORÇO

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2018/02/27/15197764325a95f2b06e02e_1519776432_3x2_md.jpgO novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, afirmou em seu discurso de posse nesta sexta-feira (2) que a Operação Lava-Jato “continua forte” e reafirmou compromisso de “reforçar a equipe do Ginq”, o grupo que trata de inquéritos sobre políticos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal). Ex-número dois da gestão do diretor-geral Leandro Daiello (2011-2017), Galloro substituiu o delegado Fernando Segovia nesta terça-feira (27), por decisão do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e com apoio do presidente Michel Temer. Foi a primeira medida tomada pelo novo ministro. Em um discurso protocolar, Galloro apontou a necessidade de cooperação entre órgãos de segurança pública, renovação dos quadros da PF por meio de concursos e equipamentos tecnológicos. “O crime não vencerá.” Galloro disse que estava ciente “do tamanho do compromisso” que assumia ao tomar posse no cargo, que demandaria “responsabilidade, dedicação, fidelidade e principalmente coragem”.

Galloro cumprimentou o ex-diretor Daiello. “Fiz parte de toda a gestão [de Daiello], estive presente em momentos difíceis e em momentos de conquistas.” Ao final do discurso, disse que “nós da Polícia Federal temos o sentido da missão que nos cabe e não desistiremos jamais de cumpri-la”.

A posse de Galloro ocorreu no salão negro do Ministério da Justiça, no qual está funcionando provisoriamente o novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, criado nesta semana pelo presidente Michel Temer. À posse compareceram os ministros Jungmann e Torquato Jardim (Justiça) e Herman Benjamin, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O ex-diretor-geral Leandro Daiello também foi à posse, Em seu discurso, Fernando Segovia cumprimentou Galloro e Jungmann e disse que o “alto grau de maturidade e profissionalismo” na PF “garantirão nosso futuro”. “Contrariamente aos que pregam o caos e o enfraquecimento da PF, temos certeza de que continuamos cada vez mais fortes e independentes.”

Segovia não fez referência direta à sua saída, mencionando apenas que durante sua gestão seus amigos e familiares ficaram “torcendo e sofrendo, cada uma das minhas alegrias e tristezas”. Em relação ao ministro Torquato Jardim, Segovia rechaçou a noção de que ele não tinha um bom relacionamento com o ministro. “Ao contrário do que a imprensa e algumas pessoas pensam,a sempre nos demos muito bem”, disse Segovia.

O ex-diretor agradeceu o apoio de todos os policiais federais. “Sem vocês, a Polícia Federal não é nada”. Ao final do discurso, Segovia disse, em latim, que “a sorte está lançada”.

Em seu curto discurso, Jardim disse para Segovia que “nosso trabalho em conjunto foi profícuo”.

com informações do Nacional